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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A Revolução Industrial na Europa resultou na Estrada Real do Comércio

 









A Revolução Industrial na Europa resultou na Estrada Real do Comércio
  No início da segunda metade do século XVIII, para ser mais preciso, no ano de 1760, teve início na Europa uma Revolução Industrial. Com ela, a implementação paulatina da 'modernidade capitalista'. Em radical desacordo com tais ideias e pretensões a França, sob a égide de Napoleão Bonaparte, se coloca definitivamente contra, e, passa a combater militarmente aos que se consorciaram, ou colocaram em prática a nova e revolucionária ideia. Defensora ferrenha da nova concepção a Inglaterra, de repente, se viu na mira do intransigente Bonaparte. Radical, o francês decreta o "Bloqueio Continental", ato que proibia que os Portos do continente Europeu recebessem os navios da Inglaterra, bem como de toda e qualquer embarcação de países alinhados com a nova e progressista pretensão. 
  Dom João não respeita ao petulante Napoleão e tem seu reino invadido. A solução foi a fuga da Família Real, para o Brasil!
   Fiel às ideias progressistas, e ao sonho da revolução Industrial, ao chegar à Bahia, o Príncipe Regente, Dom João, decreta à "Abertura dos Portos às Nações Amigas". Ainda por conta do enfrentamento a Napoleão, os administradores do Reino 'invadem' o Rio de Janeiro para cria um polo comercial autossuficiente e institui  a Junta Real do Comércio, que redundou na construção da Estrada Real do Comércio, a primeira estrada para o transporte de grão do Brasil.
    Esta estrada tinha início bem no coração do Porto de Iguassú, localizado na Vila de Iguassú que hoje é conhecido como Iguaçu Velho, bairro próximo a Tinguá!
 
Revolução Industrial na Europa à parte, Ney Alberto nos descreve trecho sobre sua construção 
      Começava no Largo dos Ferreiros "A Estrada Real do Comércio, começando no “Largo dos Ferreiros”, na Povoação de Iguassú, foi – até o início do ano de 1858 – importante traço de união entre as localidades situadas entre iguassú (Iguassú Velha) e as localidades antes das propriedades do Barão de Ubá, margem direita do Rio Paraíba (Paraíba do Sul).
  O traçado escolhido foi detalhado pelo Sargento-Mor. Inácio de Souza Werneck, personagem de Pati do Alferes. Outro sargento, Francisco Soares de Andréa, auxiliado por Manuel Joaquim Pardal, dão início às obras. Tarefa concluída em 1817. A Estrada – ainda não calçada – ziguezagueava a “Cerra Tingoá” e, vencendo-a, descia o Vale do Rio Santana, com ramificações para o lugar denominado “Certão” (Conrado) e para “Bom Fim” (Arcádia). Em 1822 percorreu-a o Botânico francês Saint Hilaire, que afirmou: “Seja como for, é difícil encontrar-se caminho mais pitoresco”. Durante 15 anos – mesmo bem transitada por tropeiros – ficou mal conservada. A expansão cafeeira revitalizou-a. Em meados do século dezenove foi “empedrada”, depois de encurtamentos, sob a responsabilidade do Coronel-de-Engenheiro Conrado Jacob Niemayer. Calçada, em longos trechos, com pedras (pé-de-moleque). O pesquisador Brasil Gerson (em “O Ouro o Café e o Rio”) a ele assim se referiu: “poderia também chamar-se a primeira Estrada do Café dos brasileiros”. O Porto de Iguassú (na Praça do Comércio) deve ter sido montado após o “calçamento” desta Estrada, porque, em mapeamento de 1837, não aparece.
   O Maciço do Tinguá, até 1896, era conhecido com esta denominação: - 'Serra do Comércio'."






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