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sábado, 28 de janeiro de 2012

A CIDADE MARAVILHOSA BEBE ÁGUA DE NOVA IGUAÇU

Por: Wandemberg

Desde o século XIX que a cidade do Rio de Janeiro usa água de Nova Iguaçu. Outro dia o historiador Ney Alberto nos contou, com riqueza de detalhes, aqui mesmo na FOLHA do IGUASSÚ, que no ápice de uma terrível seca em razão da inconseqüente destruição da mata nativa da Floresta da Tijuca, substituída que fora por plantio de café, que o Rio passou a usar água das serranias do Tinguá, cá, na boa vizinha Nova Iguaçu.

Entretanto, antes que tal fato ocorresse Rui Barbosa, do alto de sua coluna no periódico Diário de Notícia, na condição de opositor ferrenho ao governo, provocava: “Se houvesse vontade política o Rio teria água de Tinguá em seis dias” (...). Foi quando apareceu um professor da escola Politécnica do Rio de Janeiro. Seu nome – Paulo de Frontein - um jovem apolítico, que aceitou o desafio. Com efeito, no sexto dia de trabalho de sua equipe, conforme prometera, a água jorrou naquela Cidade.

Pois bem! O tempo passou, a floresta da Tijuca foi, pelo menos em parte, reconstituída, porém até hoje em pleno século XXI, o Rio continua beber da água proveniente do mesmo local.
É muito importante a população saber da importância de serras como as do Tinguá para a manutenção de vida no planeta. Não se pode em hipótese alguma permitir a invasão por parte de caçadores, palmiteiros ou outros extratores da mata, muito menos as construções de casas ou barracos em suas cercanias. O complexo de serras do alto Tinguá com sua fauna e flora onde compulsam bilhões e mais bilhões de microorganismos é como se fosse uma grande esponja que absorve uma das razões principais de haver vida – a água - para depois por gravidade distribuí-la para os patamares abaixo. Em caso de acabar todo esse complexo estará decretado o fim da água, a brusca redução de oxigênio puro e, ainda, a elevação da média da temperatura no planeta o que tornaria a existência dos seres humanos impossível.
Em Petrópolis a Mata Atlântica tem sido vítima de grandes invasões, que vai aos poucos, derrubando árvores e aumentando o número de favelas na região. Isso acontece quase que diariamente, não tendo uma contrapartida proibitiva à altura do índice de invasão.
Por alguns meses um chefe da fiscalização lotado na APA Petrópolis fez excelente trabalho, expulsando os invasores da mata e, com isso, logrou ser reconhecido pelo Legislativo Municipal. Aliás, o sargento PM Josimarcio, não pode se queixar. Por onde passou foi laureado pela Câmara local. Mas não pensem que foi obra do acaso os resultados obtidos pelo rapaz. Acontece que ele se preparou para tal função. Se não vejamos:
a) É formado em Gestão Ambiental; b) É policial; c) É austero; d) tem vasta experiência. Pena que tenha sido chamado de volta ao quartel, por ter expirado o prazo permitido pelo regulamento de sua corporação. Pior para a Mata Atlântica!

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