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terça-feira, 31 de outubro de 2017

O PORTEIRO DO PROSTÍBULO

Extraído da Internet(face)/ Autor desconhecido/História verídica
O PORTEIRO DO PROSTÍBULO
Uma história verídica, que traz lição para todos!
Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro de Prostíbulo’. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?

 O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

- Eu adoraria fazer isso, senhor, mas eu não sei ler nem escrever - balbuciou o porteiro
 - Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

 - Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

 - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte. Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?

 Foi então que lembrou, que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a restaurava com esmero, o que o fez pensar que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir outro emprego. Se por um lado só poderia de imediato contar com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado, por outro poderia usar o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.

 Tão logo se apoderou do dinheiro da indenização o moço, como o povoado não tinha casa de ferragens, pôs arreio em sua mula e fez viagem de dois dias para o povoado mais próximo afim de realizar a necessária compra. 
  Quatro ou cinco dias depois estava de volta, e, nem bem chegou um vizinho bateu à sua porta: - Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
  - Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar.
  - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
  - Se é assim, está bem.
  Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
  - Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
  - Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem daqui.
  - Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
  Diante das probabilidades, o desempregado voltou a apear a mula e viajou, novamente.
  Quatro ou cinco dias depois do seu regresso, outro vizinho já o esperava na porta de sua casa. - Olá, vizinho! fiquei sabendo que você vendeu um martelo a nosso amigo e, como eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar seus dias de viagem e mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
  O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora enquanto nosso amigo guardava o dinheiro e as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
 Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido, com isso, passou a economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
  Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.
  Com a evolução do negócio, já não viajava, nem comprava das 'mãos' de comerciantes que limitava - lhe o lucro, agora, comprava direto das fábricas que lhe enviavam os pedidos direto sem intermediário e sem que precisa-se perder tempo com viagens. Ademais era homem sério, e, como tal, bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens e o negócio cresceu em grande proporção.
 Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pediu que este fabrica-se às cabeças dos martelos, às chaves de fendas, os alicates, às talhadeira, após foram os pregos e parafusos... Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

  Mais tarde, já rico decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
 - A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
 - O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever? - Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PROSTÍBULO. Então diga seu nome para que possamos escrever ao menos na ata. Meu nome é Valentin Tramontina, respondeu ele.
 Essa história é verídica, e refere-se ao grande industrial Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.

 Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
 As adversidades podem ser bênçãos.
 As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.
 Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.



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